Encontro Criativo do Núcleo Rio de Janeiro RBAC que convidou a uma reflexão crítica sobre como crianças e adolescentes vivem, aprendem e se expressam nos ambientes digitais. Mais do que espaços de informação, esses ambientes são também territórios de convivência, pertencimento, formação de identidade e criação de sentidos.
Sobre
Partindo do Estatuto da Criança e do Adolescente como referência de direitos, o encontro propôs olhar para o digital com mais profundidade, entendendo suas potências, tensões e impactos no desenvolvimento de crianças e jovens.
A aprendizagem criativa apareceu como um caminho para ampliar autoria, expressão e participação na cultura digital. Em vez de uma visão apenas instrumental ou restritiva da tecnologia, a proposta foi pensar práticas mais humanas, críticas e inventivas.
O debate também se debruçou sobre uma questão central do nosso tempo: como equilibrar proteção e autonomia. Como garantir cuidado sem excesso de controle? Como evitar riscos invisíveis sem silenciar vozes?
Nesse cenário, entraram temas como mediação educativa, liberdade, limites, uso de dados, influência dos algoritmos e as lógicas comerciais que moldam as plataformas. Mais do que apontar problemas, o evento buscou ampliar repertórios e fortalecer práticas pedagógicas mais conscientes e éticas no campo digital.
Mediação
A conversa foi mediada por Isaac D’Césares, articulador do Núcleo Rio de Janeiro RBAC.
Participantes
- Helena Freire Weffort — historiadora, professora e formadora de educadores, coordena a pesquisa-ação Territórios Educativos e Educação Integral na Cidade Escola Aprendiz.
- Otávio Ávila — doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, Gerente de Formação do Núcleo Pedagógico da MultiRio.
- Morgana Guimarães — licenciada em Química e Ciências Biológicas, mestre pela UFRJ, com 15 anos de sala de aula no fundamental e médio.